Carolina Garfo

Carolina Garfo (n. 1993) é artista visual e vive em Paradela, Trás-os-Montes. O seu trabalho atravessa a cerâmica, o vídeo e a experimentação sonora, com um interesse contínuo por práticas tradicionais, saberes populares e objetos lúdicos, que revisita a partir de uma abordagem contemporânea e experimental.

É licenciada em Escultura pela FBAUL (2014).
Concluiu a Pós-Graduação em Arte Sonora: Técnicas Experimentais (2024) e frequentou diversos programas e cursos em artes visuais e performativas: Maumaus (2016), Estrutura (2021) e FLAD (2023).

Expõe regularmente desde 2014. Entre os seus projetos mais recentes destacam-se Raverina (Cave, Solar Galeria de Arte Cinemática, 2025), Raverina’s Dance Floor (British Ceramics Biennal, 2025), Ornitofaunia (Museu Carlos Machado, 2023) e Juegos Tradicionales de La Luna Rosa (Oaxaca, 2022).

O seu projeto Raverina (2023), que cruza cerâmica, som e ficções, tem-se expandido em colaborações e residências, como Brinquedos de Cana Eletrónicos (Faro, 2024, com apoio da DGARTES) e Dance Floor da Raverina (Oficinas do Convento, 2024, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian).

Participou em várias residências artísticas em Portugal e no estrangeiro, como Bonecreiro (Museu de Olaria, 2021), Cerâmica e Som (TREMOR, 2022), Sonidos de Sud-América (Oaxaca, 2022) e Roda Baixa (Gondar, 2022) que co-coordenou uma residência dedicada à técnica ancestral da Soenga, culminando numa performance coletiva.

Carolina desenvolve a prática da cerâmica em articulação com o território, construindo objetos, brinquedos e dispositivos sonoros em diálogo com comunidades rurais. Integra também o espaço familiar – Arte da Terra – situada na aldeia de Paradela, onde cria, expõe e dinamiza formações e outros eventos. Para além do seu trabalho individual, está envolvida na criação de dinâmicas culturais e associativas com a Acendalha, na região onde vive.